Falar bem é falar corretamente

A maneira correta de se escrever a língua portuguesa pode influenciar e muito a nossa vida, se você não fala corretamente passe a praticar, você vai notar a diferença no seu dia a dia.

Procure evitar o famoso gerúndio, um vício de centrais de tele atendimento. Exemplos:
“Eu vou estar verificando a informação”. O correto é: “Eu vou verificar a informação”. Sempre que a frase for concluída com um verbo usa-se a primeira pessoa do singular, quando não, usa-se o “mim”. Exemplo: “Tem muito trabalho para mim”. Ou se a palavra que conclui a frase não for um verbo pode-se dizer: “Há um conflito entre mim e a empresa”.

Algumas pessoas ainda confundem o uso das palavras mais e mas.
MAIS
significa soma, adição. Exemplo: “Por favor, pegue o relatório de hoje mais duas cópias e entregue ao diretor”. MAS é sinônimo de porém, entretanto. Exemplo: “Não posso ir ao trabalho hoje, mas, mandarei um substituto”. Certas formas de falar possuem conotação pejorativa. Exemplo: “Neste estabelecimento aceitamos qualquer cartão de crédito”.
Neste caso a palavra “qualquer” causa a impressão de depreciação do referido cartão de crédito, como se o de um determinado cliente fosse melhor do que o de outro. Parece bobagem, mas algumas pessoas se ofendem com isso. O melhor seria dizer algo como: “Aceitamos todos os cartões de crédito”. Desta forma a frase muda de sentido, dá uma impressão de status.

Expressões repetitivas como: tá, tipo assim, aí né, ok também causam má impressão e tiram a objetividade da locução.

Evite também o pleonasmo. Expressões do tipo: subir para cima, entrar para dentro, etc.
Gírias também não causam boa impressão no ambiente de trabalho, principalmente se for uma entrevista para decidir se você será admitido ou não.

Para falar bem e de forma correta procure ler bastante, ouvir bastante (com cuidado, pois, como foi dito acima, não significa que a frase esteja correta pelo fato de a pessoa ser importante) e se tiver dúvidas sobre determinadas palavras, não se acanhe de consultar um dicionário ou livros de ortografia e gramática.
Não fique se preocupando em ser eloqüente sem saber o que está falando, o mais importante é falar o português correto.

PS: Se eu escrevi algo errado, por favor, me corrijam.

Fonte: http://www.voxtopia.net

Não pense duas vezes…

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A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe…

Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la. Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos. O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.

Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo. Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros.

Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira… Eu vivo assim… Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. Não quero o rancor, não quero o alarde dos artifícios das palavras comuns, nem tampouco o amor que deseja aprisionar meu sonho em suas gaiolas tão mesquinhas.
O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo.

Isso sim é felicidade sem medidas. O café quente na tarde fria, a conversa tão cheia de humor, o choro vez em quando. Felicidades pequenas… O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância, sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido. A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.
então sorrio, como quem sabe, que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças… E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.

O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes…

Tecnologia Moderna: você a usa ou é escravo dela?

É inacreditável a evolução da tecnologia nos últimos vinte anos. E também é absolutamente incrível o quanto algumas pessoas acabaram por escravizar-se por todos os instrumentos que a tecnologia moderna colocou à nossa disposição.

Vamos fazer juntos uma pequena avaliação sobre o seu comportamento com todas as parafernálias tecnológicas das quais dispomos.

Se o resultado for excesso de, é bom você começar a reavaliar sua postura e o uso que você anda fazendo de tudo isto porque, não se esqueça jamais, a virtude está no meio. Ou seja, elegância e correção de maneiras caminham juntas com o equilíbrio em todos os ângulos de sua vida..!

O CELULAR. Como é sua relação com este pequeno aparelhinho? Quantas horas de seu dia ele permanece desligado? Você nos últimos trinta dias fez alguma ligação para um número de celular cujo dono você desconhecia? Num templo religioso, numa sessão de cinema você o deixa desligado ou deixa seu celular no modo vibra-call?

R.: Se seu celular permanece ligado vinte e quatro horas por dia (e você não está passando por nenhum momento crítico em sua vida como doença em família, por exemplo), cuidado! Se além disso, não o desliga nem numa cerimônia religiosa qualquer nem numa sessão de cinema, o problema é ainda mais sério. E se, além disto, você ainda costuma passar o número do celular de pessoas que lhe confiaram este número a terceiros sem a autorização de seus donos ou ainda aceita número de celulares de pessoas que você não conhece para acessá-las, a coisa é mais séria ainda. Você está muito dependente deste aparelho e, o que é pior, depois de todos estes anos de popularização do meio de comunicação, ainda não aprender a usá-lo educadamente. Repense urgentemente sua postura!

E quanto à informática? Quantas horas por dia você passa diante de seu computador, além daquelas horas necessárias para seu trabalho? Você é daquelas pessoas que já tem um palm-top mas que, assim que toma conhecimento de um novo lançamento corre a fazer sua encomenda? Você consegue fazer uma viagem durante um feriado prolongado sem carregar consigo seu lap-top?
R.: É inquestionável todo o enorme benefício que a informática trouxe à comunicação; é impressionante a rapidez com que dados podem ser passados entre duas (ou mais) pessoas graças à Internet e à informática mas..lembre-se que nada ainda substitui o calor humano, que nada pode ser mais rico que o convívio com amigos e com outras pessoas. Faça uso sim de seu computador, da Internet, mas use de sabedoria e moderação, pois, caso contrário, você acabará por isolar-se do mundo, das pessoas; se seus assuntos giram somente em torno deste tema, cuidado também porque, além de um escravo da tecnologia e do computador você vai acabar levando (merecidamente) a fama de um grande chato!
É claro que as coisas nesta área se modernizam com a velocidade da luz mas..cuidado aí também: para quê gastar além do necessário só para trazer consigo o último modelito de um palm-top se seu antigo ainda lhe serve e muito bem? Por quê investir recursos desnecessariamente se seu computador ainda é absolutamente adequado às suas necessidades?
Você não será considerado nem melhor e nem mais sábio por carregar um laptop de última geração…As pessoas o admirarão sim, se perceberem em você uma pessoa “antenada” com cultura geral, artes, atualidades.Portanto, cuidado porque, às vezes esta sua mania pode afastá-lo do convívio com as pessoas e fazer de você alguém desatualizado e bitolado,viu?

E quanto aos equipamentos eletrônicos domésticos? Quantos videocassetes você tem em casa? E aparelhos de DVD?
R.: Se você não trabalha nesta área e tem mais de dois aparelhos de vídeo em casa, também foi contaminado nesta área pelo vírus do consumismo eletrônico.Para quê? E o que é pior, como você constatou, já chegaram os aparelhos DVD no mercado, com uma qualidade de reprodução de imagens que é fantástica – o que fazer agora com aquele excesso que você providenciou para si mesmo e que já já acaba virando peça de museu?

Estes são alguns dos itens que podemos listar nesta área de modernidades.
Pense um pouco sobre este assunto e aproveite, sem dúvida, de todos os confortos e praticidades da vida moderna. Aproveite disso tudo, sem escravizar-se.

Permita-se assistir a um filme ou a uma peça de teatro em estado de presença, usufruindo e absorvendo o que de bom aquilo lhe oferecer, permitindo-se relaxar e desfrutar de seus momentos de lazer. Use, mas não abuse porque, como dizia Cícero “A virtude está no equilíbrio”.


Boa semana para todos!

Autor: Célia Leão(www.etiquetacelialeao.com.br), publicado com autorização.

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“Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?”

Cecília Meireles

Travessias

“Dos relacionamentos que vc já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente vc foi modificado para melhor?
Será que vc é a lembrança doida na vida de alguém? Será que vc já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas.

Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias.”

– Padre Fábio de Melo

O que te falta para ser feliz?

Certa vez, um homem caminhava pela praia, numa noite de lua cheia…

Ele pensava desta forma:
se tivesse um carro novo, seria feliz;
se tivesse uma casa grande, seria feliz;
se tivesse um excelente trabalho, seria feliz;
se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz…

Até que ele tropeçou em uma sacolinha cheia de pedras.

Por conta disso, ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia:

Seria feliz se tivesse…

Assim o fez até que ficou com uma pedrinha na sacolinha e decidiu guardá-la.

Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha, tratava-se de um diamante muito valioso.

Você imagina quantos diamantes ele jogou ao mar sem parar para pensar?

Assim são as pessoas…

Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar  valor ao que tem perto delas.

Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão afortunadas são.

Muito perto de si está sua felicidade.

Cada pedrinha deve ser observada…

Ela pode ser um diamante valioso!

Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso e insubstituível.

Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.

E você, como anda jogando suas pedrinhas?
Família
Amigos
Trabalho
e até mesmo seus sonhos.

Fonte: http://www.brunorusso.eti.br

"Ser feliz ou ter razão?"

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
– Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais…
E ela diz:
– Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Moral da história:

Esse fato foi contado por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.Diante disso me pergunto:
‘Quero ser feliz ou ter razão?’
E lembrei de um outro pensamento parecido, diz o seguinte:
“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.”

http://maisvoce.globo.com

Era uma vez…

Era uma vez… As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas…

Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.

Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho. Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno. Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.

Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia. Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.

Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores vôos de ambição.

Então, um dia… Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da História. Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice. De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente. Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola. Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante. Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer. Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro. E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.

Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais. As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam. Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.

Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa. E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara. E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava. Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis. Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.

Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só… Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna. Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.

A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.

A história parece um conto de fadas. Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.

Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos. Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.

A tudo confiramos o devido valor, jamais perdendo nossa alegria.

Haveres conquistados à troca de infelicidade somente geram infelicidade.

Khaled Hosseini – O caçador de pipas

Amizade Verdadeira

O que é o amor? Será que é possível que este sentimento morra? Será que é tão frágil assim, que qualquer “tempestade” pode abalar seus alicerces? Descobri que nada pode destruir ou abalar o amor. Mas podemos fazer conceitos errados dele, assim como podemos fazer mau uso dele. Hoje em dia, usa-se a palavra amor para tudo, banalizando seu sentido, seu valor.

Poucos sabem o verdadeiro significado da expressão “eu te amo”, mas esta é usada para quase tudo, a qualquer hora, e muitas vezes para obter benefícios próprios. Assim como este sentimento, a amizade também sofre esta banalização. Pois tanto um como o outro estão intimamente ligados. Assim como não se pode separar o café do leite após a mistura, o mesmo ocorre com estes sentimentos. Estão tão misturados, tão juntos, que podemos confundi-los. Sim, isso é possível.

Aos amigos dizemos “eu te amo”, ou pelo menos deveríamos dizer. Porque afirmar isso é o mesmo que dizer “Você jamais morrerá para mim”.

Nada, absolutamente nada, pode separar duas almas ligadas pelo amor e pela amizade, pois elas são eternas, jamais morrem uma para a outra. Ficam sempre presentes nos atos e nos pensamentos. “Uma amizade verdadeira é como uma alma em dois corpos.” afirma Aristóteles. “A metade de nossa alma é um bom amigo.” disse Santo Agostinho. Vive bem quem ama bem, quem cultiva boas amizades, e amizades verdadeiras. Pois quem se fecha ao amor e à amizade, se fecha à vida. E com isso morre.

Toda relação passa pela amizade. Se não passar, terá grandes chances de não dar certo, pois está fundamentada em outras coisas passageiras. Pois é na amizade que aprendemos o mútuo respeito, o ser transparente, o ser verdadeiro, o não ter segredos um para com o outro, o dar e saber receber sem interesses. O amigo sabe dos nossos defeitos e de nossas qualidades. E o que o faz diferente dos demais é que ele acolhe ao outro do jeito que é, e sabe esperar o seu tempo.

O tempo de crescimento, amadurecimento e transformação. Quem não sabe esperar, dificilmente sabe ser amigo. Pois o amigo é a “fração do tempo” que parou exclusivamente para nós. E ele sabe ser “exclusivo” sem se fechar a outras relações. Pois o verdadeiro amigo nos abre e incentiva a outras amizades. Ele, muitas vezes, também vai nos decepcionar, pois é diferente da gente. Ninguém é igual a ninguém. É nas diferenças que os amigos se fazem semelhantes a nós. E devemos saber nos relacionar com o diferente, pois é assim que compartilhamos as nossas riquezas. “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” (Eclesiástico 6,14). A amizade acaba quando a desconfiança entra, pois desta forma, nos fechamos em nós, e já não somos capazes de nos abrir e nos aprofundar no outro. Ser amigo é conhecer as coisas essenciais da amizade, e “o essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração” (Saint Exupéry).

Quem procura uma amizade para se completar, viverá se decepcionando com as pessoas. Pois ninguém pode nos completar. Por maior que seu amor seja por alguém, nunca será capaz de completá-lo. Só Deus pode nos completar. Ele é o maior dos Amigos. Foi capaz de dar a vida pelo outro, por nós. Ele soube ser Amigo como ninguém, pois soube amar infinitamente.

Jesus é um Homem cujos sentimentos são equilibrados, e por este motivo vive bem o amor e a amizade pelos demais. Os amigos dão a vida pelo próximo, e não medem esforços, ou tempo para isso. Dão-na no comum do dia-a-dia. É um contínuo morrer paras as coisas ruins do outro e ressuscitar para as coisas boas e de valor que ele tem a oferecer.

O amigo nos cativa. Cativar é criar laços. Nós temos necessidade de ter um ao nosso lado, não com sentimentos de posse, mas com sentimentos de um amor puro, que é constante e presente. Assim como o som da chegada de um inimigo nos leva a nos “escondermos” em nossas tocas; a chegada do amigo faz com que saiamos delas. Ele nem sempre concorda com tudo que pensamos ou fazemos, pois é a voz da consciência que Deus colocou ao nosso lado, para nos fazer mais santos. Com certeza, ele vai nos decepcionar, pois ele é humano, assim como nós. Mas ele também se decepcionará conosco. E o bonito na amizade é que o amor que há nela, não deixa essas diferenças, por maiores que sejam, separar os verdadeiros amigos.

Na verdadeira amizade há sempre tempo e vontade para se reconciliar. Deve-se esquecer as decepções. Ninguém é igual. Se alguém errou e se foi, outro pode acertar. E creia, ele vai acertar! As coisas ruins dos amigos devemos escrevê-las na areia do “mar da vida” para que as “ondas da misericórdia” venham e as apaguem. Mas as coisas boas nós fazemos questão de gravar na “rocha firme” do nosso coração para que nem o tempo as apague!

O verdadeiro amigo está sacramentado em nosso coração. Porque o tiramos de ordinário de nossa vida para colocá-lo no extraordinário dela. “O amigo ama em todo o tempo: na desgraça, ele se torna um irmão” (Provérbios 17,17).

Deus é amor. Deus é amizade. Amor é Deus e Amizade também é Deus. E nada pode nos separar dessa verdade. Porque em Cristo somos mais que vencedores. O amor não acaba, o que acaba são os sentimentos enganosos e as paixões. Amar é mais que sentimento. É decisão, como o é a amizade. Queira ser e deixar-se ser amigo. Basta ser bom. “Com a bondade se atrai as pessoas” (São Padre Pio). Todos os dias é dia de amar. Todos os dias é dia de ser amigo. É por isso que todo dia é Dia do Amigo. Todo dia é dia de Deus em nossas vidas, pois ele é o modelo do verdadeiro Amigo!